A mesa colonial em Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá: tradição pomerana e madeira maciça
Casas de colonos suíços, alemães e pomeranos, cozinha com fogão a lenha e almoço de domingo: a mesa de madeira maciça na tradição das montanhas capixabas.
Na região de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, a mesa nunca foi só um móvel. Nas casas dos colonos que chegaram ao Espírito Santo a partir de meados do século XIX, suíços, alemães, pomeranos e italianos, a mesa da cozinha era onde se comia, se trabalhava, se rezava e se resolvia a vida da família.
Uma região de imigrantes
Santa Leopoldina é uma das colônias mais antigas do estado e foi, por muitos anos, porto fluvial no rio Santa Maria da Vitória. Por ali passava a produção das colônias da serra a caminho de Vitória. Santa Maria de Jetibá concentra uma das maiores comunidades de origem pomerana do Brasil, com tradições, língua e culinária preservadas.
Nas duas, a casa típica do colono tinha estrutura simples: cozinha grande com fogão a lenha, mesa comprida com banco encostado na parede e muito trabalho feito à mão.

Como era a mesa colonial
- Tampo de tábuas largas, muitas vezes de cedro, peroba ou da madeira que havia na propriedade.
- Pés torneados ou retos, unidos por travessas baixas, onde se apoiavam os pés.
- Banco corrido do lado da parede, cadeiras ou banquetas do outro.
- Gaveta para talheres e panos.
- Acabamento simples: óleo, cera ou nenhum, e muita esfregação com escova.
A mesa colonial hoje
Quem tem casa ou sítio na região, ou herdou a casa dos avós, costuma buscar uma mesa que respeite essa tradição sem ser réplica de museu. As combinações que mais funcionam:
| Elemento | Tradição | Versão atual |
|---|---|---|
| Tampo | Tábuas largas | Prancha natural ou tampo composto |
| Madeira | Cedro, peroba | Cedro, peroba-rosa, demolição |
| Pés | Torneados, com travessa | Pés de madeira ou cavaletes de madeira |
| Assento | Banco corrido | Banco para mesa de jantar |
| Acabamento | Cera e escova | Óleo natural e cera |
A Mesa Leopoldina, em cedro com pés de madeira, foi pensada a partir dessas casas.

Madeira de demolição: a história continua
Muitas casas antigas da região foram desmontadas ao longo das décadas, e parte da madeira foi reaproveitada. Uma mesa de madeira de demolição carrega furos de prego, marcas de encaixe e a pátina do tempo. Para quem quer ligar a mesa nova à história da família, é uma escolha cheia de significado. Veja a mesa de demolição.
Cozinha com fogão a lenha
A mesa colonial vive perto do fogão. Os cuidados:
- pelo menos 2 m de distância da boca do fogão;
- acabamento a óleo, fácil de renovar se a fuligem marcar;
- banco encostado em parede interna, não na parede do fogão.
Veja fogão a lenha e mesa de madeira.
O almoço de domingo
Nas famílias da região, o almoço de domingo reúne filhos, netos, vizinhos e quem mais chegar. A mesa precisa crescer. Em vez de mesa extensível, que não combina com madeira maciça, a solução tradicional é a mais inteligente: banco corrido e uma mesa auxiliar. Veja mesa extensível de madeira maciça.
Outras regiões de colonização na serra
A mesma tradição aparece em Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Santa Teresa, cada uma com sua origem: alemã, italiana ou pomerana. Veja Santa Teresa e a mesa à italiana e agroturismo em Venda Nova e a mesa colonial.
Quer uma mesa que respeite a história da sua casa? Mande fotos do ambiente e conte a história da família. Sugerimos a madeira, a base e o acabamento.
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